terça-feira, 21 de maio de 2013

karapína

“Cê tinha sempre nas comunidades o sujeito que era o carapina, que era o mestre, que sabia trabalhar a madeira, ia lá, fazia a estrutura, fazia a estrutura do telhado e tal, cobria e depois juntava a comunidade toda e fazia o barro, o barro de bater, que era o mais popular. Mas o carapina é o cara que é o especialista, sabia escolher as madeiras, sabia como colocar a madeira. O carapina podia tanto fazer uma casa simples pra uma pessoa simples, como podia fazer uma casa enorme de fazenda, já era uma coisa mais de empreito mesmo, né.”
Fábio Lima

carapina
ca.ra.pi.na
sm (tupi karapína) Carpinteiro. Var: carpina.

quarta-feira, 20 de março de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Homem Monumento

"A guerra destruiu o mito dos "Monumentos"; também na casa os móveis-monumentos não devem mais existir; também eles entram nas causas das guerras. Talvez os homens tenham aprendido que a casa é 'quem a habita, é ele mesmo', e que espelha o espírito humano e lhe mostra os defeitos, os vícios e a vaidade, ou o equilíbrio e a compreensão."

Lina bo Bardi - Lina Por Escrito
p. 65

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A analisar

http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=10568517

"O Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) foi criado pelo governo federal no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, e é operacionalizado pela Caixa. Tem por objetivo possibilitar ao agricultor familiar ou ao trabalhador rural acesso à moradia digna. O programa atende a todos os municípios do País e permite a construção de uma casa nova ou a conclusão/reforma e/ou ampliação da moradia já existente."

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bibliografia a encontrar

Sobre ocupação tradicional do território. Ocupação de acordo com conceitos simples populares: seguindo curso d'água, vales, planaltos, instalação de equipamentos religiosos no alto, no centro do vale etc.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Imaterialidade


Foto: Douglas Montes. Expressão e ofício: farinha ao forno.

Fica claro que, no ocidente, o patrimônio esteve por longo tempo ligado aos objetos construídos; a preservação foi vinculada à prática constituída de operações voltadas para seleção, proteção, guarda e conservação do patrimônio edificado. Só na segunda metade do século XX as manifestações populares começaram, gradualmente, a serem vistas como bens patrimoniais em si, sem que a matéria fosse necessária para lhes darem corpo. É digno de nota, de acordo com Sant’anna (2003), que essa prática de preservação não tem origem primária na  Europa, mas em países  asiáticos e no então chamado Terceiro Mundo, cujo patrimônio, em grande medida, é constituído das  criações populares, menos importantes na materialidade, sendo vinculadas diretamente ao conhecimento popular, a práticas populares e processos culturais. no Oriente, mais importante que conservar os objetos do passado, testemunhos de processos históricos e culturais pretéritos, é preservar e transmitir o saber que produzem, buscando e permitindo a permanência desse savoir-faire no presente.

Fonte: http://www.ceg.ul.pt/finisterra/numeros/2012-93/93_01.pdf